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sábado, 11 de outubro de 2008

Quem é você?

Essa pergunta vem me perseguindo há um bom tempo. Já cheguei a dormir com ela na cabeça. Realmente, acho-a muito difícil. Eu mesma não sei como respondê-la; eu não consigo definir-me, como disse o poeta Fernando Pessoa, definir-se é limitar-se. Mas, eu não sei leitor se já paraste para observar no quanto o mundo ao qual vivemos, hoje, cobra isso da gente. Por exemplo, o orkut em "quem sou eu," no perfil dos blogs, no msn com os famosos nicks, nos próprios e-mails, salas de bate-papo, etc; por isso, um número infinito de fakes, pois, a todo momento somos cobrados em dizer quem somos e como somos.
Atualmente, a contemporaneidade deixa de ser presente para ser instante, o que era agora já passou, já não é mais, tudo estar num constante vir a ser. As estruturas sofreram o efeito dominó, estamos vivenciando a modernidade tardia, e uma grande dicotomia ambiguíssima. Então, cara pálida para quê dizer quem somos e como somos? Se você, meu caro leitor, sabe a resposta, parabéns! Agora, já pode sair vendendo a sua idéia e virar o próximo Bill Gates da vida.
É tudo muito contraditório. E no fundo, eu não sei como vai se dar essa nova sociedade tecnocêntrica, e muito menos, a própria humanidade. Me preocupo bastante com as questões de mundo e com as pessoas em si. Eu sou uma Alice totalmente acordada, apesar de trancar-me às vezes em meu mundo. Bom, confesso que prefiro não definir-me. Sabe aqueles primeiros encontros em que todo mundo costuma dizer como é? Pois é, eu sempre digo: Prefiro que me descubram com o tempo. Assim desejo, que vocês leitores, por ora, me descubram com o ponteiro do relógio.
 
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